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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

CRONICAS DA NECA MACHADO

LIXOS.....



DESAPEGANDO DE LIXOS...

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas, premiada em 2016 com classificação na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs, classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 10 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)

DESAPEGANDO DE LIXOS...

Meio século depois é que realmente consegui perceber o quanto de LIXOacumulamos na vida.

Gosto de observar, de escutar, de refletir...

E diante de uma afirmação de uma Pioneira, quase centenária, comecei a tecer minhas conclusões de como o LIXO é realmente inservível em nossas vidas, quando não damos a ele o destino correto.

 Muitos ainda servem para serem reciclados, outros, nem para húmus servirão, serão apenas resíduos que contaminarão o solo ou o ar, e até como LIXO são prejuízos, tanto ao meio ambiente como espiritualmente, muitos LIXOS HUMANOS, segundo conceitos de alguns, (  ) vagarão sem rumo até voltarem de novo para aliviarem seus sofrimentos...

·        A Pioneira entre suas rugas que o tempo lhe trouxe, me fez refletir sobre acidadania que tanto exerceu como profissional da área medica, foi integra, correta durante sua vida laboral, ajudou tanta gente, amenizou o sofrimento de tantos pacientes, muitos até abandonados à própria sorte, e entre quase uma lagrima furtiva que teimava em querer cair, vi seus olhos marejarem e cheia de sabedoria exclamou: “Hoje sou LIXO para o serviço público”, sem plano de saúde, tenho que mendigar atendimento e buscar amenizar minhas dores.

·        E lá estava o LIXO de novo a pairar sobre mim; LIXO humano (?)

·        E lembro de outro caso de LIXO que observei.

·        Recebi a notícia do falecimento de uma conhecida e decidi visitar a família para me solidarizar com a dor da sua perda, e qual foi meu espanto ao penetrar na entrada de sua residência: lá estavam seus objetos que ela tanto ACUMULOUdurante sua vida, feitos LIXO para serem selecionados; alguns seriam doados, outros queimados. E meu coração se apertou; imaginei sua revolta em vida com seus “ACUMULOS” de LIXO sendo descartados sem nenhum critério ao OUTRO, porque só a ela tinham interesse.

·        A vida é assim: ACUMULAMOS MUITAS VEZES PURO LIXO. 
Que precisamos em outra hora nos desapegarmos deles.

·        E voltei de novo a pensar sobre a AMIZADE LIXO: como radialista observei muitas vezes determinado cidadão (    ) perambular por uma emissora para falar “suas baboseiras” como cansei de escutar nos corredores: uns diziam: lá vem ele falar suas baboseiras....

E ao encontra-lo em um determinado local por acaso, lhe perguntei: (sabe aquela figura que você ia lá? Tá presa por corrupção, e questione: Você não vai visita-lo? Era seu amigo. E ele quase de maneira agressiva, abriu um olhar profundo e me disse: EU NÃO, não tenho nada a ver com isso, ele que pague pelo que fez...)

 E Eu, quase cai morta, eram “amigos” E aí, observei e tirei minhas conclusões:AMIZADE LIXO, foi descartada quando o outro não podia mais servi-lo.

·        E assim, tento LIMPAR MINHAS GAVETAS DO TEMPO, DE TANTO LIXO que acumulei.
·        Inservíveis, muitos a NADA.

·        Foram tantos livros... Alguns até me deram algum conhecimento.... Tentei vende-los, em vão.
·         Nem houve interesse de alguém, e olha, que muitos estão autografados e seus autores MORTOS.
·        Tantos jornais que guardei, escrevi milhares de artigos diversos como jornalista colaboradora, e ainda tenho DRT-AP, diferente de muitos LIXOS que não conseguiram sequer ir à universidade e se intitulam “jornalistas”, para nada, vou tentar digitaliza-los e guardar algumas notícias em meus blogs, talvez servirão a algum estudante quando eu morrer.

·        Tantos sapatos, muitos jogados ao LIXO porque perderam valor, perderam qualidade e só davam nos meus pés, e hoje só quero um confortável para caminhar, (percebi isso na primeira viagem internacional que fiz, decidi ir com um sapato de salto alto e quando cheguei no aeroporto de Nova Zelândia só queria uma sandália “havaiana” e não encontrei, a que encontrei era a peso de dólar, e não era americano, era australiano.

·        E hoje viajo com um tênis confortável, porque muitos aeroportos internacionais passam de 40 portões e muitas vezes tem que se andar quase 30 minutos para chegar ao portão de embarque.

·        Objetos que comprei por impulso, são LIXOS.

·        Quase na porta da aposentadoria, tento me desfazer de muita coisa que tenho, mas, para muitos, SÃO LIXO.

·        Desejei tanto ao longo de mais de duas décadas no serviço público, voltar atrás e mudar muita coisa, e NÃO COMPRARIA LIXO.

·        Deveria ter comprado um grama de ouro a cada mês, me disse alguém mais sensato.

·        E seria sensato sim, teria algum lucro, quando precisasse “vender” para as necessidades.
·        E não comprei.

·        E volto a lembrar de uma crítica a um determinado cidadão “arrogante” que escutei no banco: (um dizia ao vê-lo passar: lembra desse aí? Não fez um concurso público, vivia de nariz empinado numa certa emissora, e um dia deram lhe um chute na bunda e agora anda por ai atrás de patrocínio para tentar vender umas merdas que produz...)

·        E eu respondi: É A VIDA! Não planejou seu futuro, vai sofrer as consequências, serviço público ainda para muitos tem estabilidade senão fizer besteiras.
·        E o outro retrucou: LIXO.

·        E eu sorri, e pensei, um belo tema para uma crônica urbana.

·        Muitas vezes perdemos tempo com LIXO:

·        Lixo mental, lixo espiritual, lixo material, lixo humano...

E precisamos “realmente” DESAPEGAR DE LIXOS, eles não vão em caixão.


domingo, 11 de fevereiro de 2018

AUTO RETRATO

EU REALMENTE > GOSTO DE MIM!


AUTO RETRATO
EU GOSTO DE MIM! ....

BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 10 obras lançadas em Portugal em 2016 e 2017, Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 25 blogs na web, 21 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)




Aprendi a GOSTAR DE MIM...




(Aprendi que GOSTAR DE MIM, é não fingir aos outros que gosto deles.)

Gosto de mim, quando me dou presentes, não espero ganhar dos outros.

Gosto de mim, quando estou ausente...
Das hipocrisias cotidianas.
Gosto imensamente de mim, quando não tenho regras
A serem cumpridas por imposições,
Gosto de mim, quando contemplo o Mar



Sem limites, sem horizontes,
E vago em minhas velas imaginarias sem destino.
Gosto de mim ao passar em uma florista
E escolher a flor do dia, pode ser uma Tulipa, uma Rosa...
Para debruçar-me sobre sua beleza e lhe dedicar um poema feito ao acaso.


Gosto de mim, sem modismos,
Gosto de mim, sem o inconformismo convencional,
Sou verdadeiramente intensa e irrequieta com padrões medíocres.
Gosto de mim procurando rotas de um rio
Gosto de mim ao contemplar no mar, ondas bravias a bater em pedras pujantes.
E que depois das ondas no seu bailar, continuam intactas e soberbas.

Gosto de mim, ao escolher minha música preferida
Sem dividir com medíocres seus gostos insanos.
Gosto de mim, ao sorver um Tawny sem pressa
Numa taça translucida de desejos.


Gosto de mim, ao passear em belos jardins europeus. E amo contemplar a florada das Hortensias, Camélias, e Tílias.

Este sim, é um verdadeiro gostar.


Gosto de mim, quando me delicio com morangos e Nectarinas frescas,


E nem gosto de diamantes.
Gosto de mim quando vou a um verdadeiro mercado de sabores do mar, e posso escolher meu pedaço de Salmão fresco, que será somente presenteado com sal do Algarves e gotas de limão siciliano, e depois adormecido em manteiga com sal.



SOU ASSIM!
GOSTO DE MIM!
GOSTO DE MIM, SEM PRESSA, SEM PINTURAS, SEM RETOQUES, SEM FRESCURAS....

Gosto de mim, ao ir a um lançamento em Lisboa de uma obra onde sou coautora com tantos mestres e doutores, sim, fizeram doutorado e na Europa.


Gosto de mim.... Quando me debruço sobre a história ao visitar Museus e suas exposições originais, caminhando sobre as telas e dividindo com o autor a sensação de descobrir novos universos dentro das artes.
Gosto de mim, quando volto a infância e revejo na lembrança meus belos cachos de menina afro.
E gosto de mim quando na velhice posso usa-los de novo sem medo.
Gosto de mim, quando desprezo olhares insignificantes e críticos, que nada me comovem ou me tocam, ou me acrescentam.

E gosto de meus olhos da cor de mel, com pouco de fel, quando servem para observar hipócritas e medíocres.
Gosto de mim, com poucos segredos.

Gosto de mim, ao pôr do sol,
Ao amanhecer
Ao anoitecer....




Gosto de mim ao fazer um poema sem a pretensão de satisfazer algum leitor.

Gosto de mim em RETRATOS EM PRETO E BRANCO.



GOSTO DE MIM, QUANDO QUERO VIAJAR, amo viajar para bem longe...



Só lamento não ter dinheiro para ir a lugares que desejo,
Mas, já gosto de mim o suficiente quando cheguei a muito Países pelo mundo.
Gosto de mim ao sentar em um aeroporto e escutar tantas línguas diferentes.
E meu olhar sorri internamente, e digo, gosto de mim, porque estou aqui.
Gosto do barulho de um motor de avião, porque ele poderá me levar a tantos lugares que amo.

Gosto de mim ao caminhar na orla do Douro e não ver ninguém que enxergava antes.




Gosto do gosto do anônimo na minha reta.
Gosto de mim, sem medo.
Gosto de mim com meus segredos, que não compartilhei,
E não vou compartilhar,
Aprendi que o tempo, me deu discernimento, não demência.
Gosto de mim, sem pedir piedade,
Gosto de mim, quando não recebo esmolas,
Gosto de mim, quando me ergo altiva, mesmo com meio século de vivencia.
Gosto de mim, quando tiro da dor, experiência.
Gosto de mim, quando, não quero mais chorar,
Gosto de mim, quando não mais preciso implorar...
Gosto de mim, na minha presença,
Gosto de mim, na minha ausência,
Gosto de mim, sem clemencia,
Gosto de mim, quando não sou SOMBRA.
E gosto de mim, quando deixei de idolatrar medíocres e lixos.
E no auto- retrato de tantos artistas famosos que já contemplei PELO MUNDO.
Faço meu AUTO RETRATO, sem telas ou tintas...
GOSTANDO VERDADEIRAMENTE DE MIM.